Um lembrete
Um lembrete

Muitas coisas que eu gostaria de dizer, eu escrevo. Me sinto mais à vontade, perco o medo e o receio de ouvir alguma resposta. Consigo explicar de um jeito menos confuso o que eu sinto e o que eu sou.

Estou acostumada a escrever e depois jogar o papel em um canto qualquer, pra ser esquecido. Não é o que dizem? “O que os olhos não veem, o coração não sente” e é assim que eu tento aliviar tudo que existe dentro de mim, transformo em palavras e jogo em um canto qualquer, pra ser esquecido.
Todo mundo faz isso, todos jogam em um canto qualquer aquilo que quer esquecer, mesmo que esse “canto” seja no sentido figurado da palavra, porque todo mundo já deixou de ligar pra um amigo porque achava que estava se apaixonando por ele, ou já ignorou um recado da caixa postal porque achava que poderia voltar a falar com aquele cretino que te fez de otária há alguns meses e, que hoje, você superou.

Não acho errado querer se livrar do que faz mal. Triste mesmo é quando as pessoas se esquecem de quem sempre esteve ao seu lado. Mesmo que não pareça, todos têm sentimentos.