Resenha – Todo mundo merece morrer
Resenha – Todo mundo merece morrer

Gosto de ler livros que me prendem de tal forma que eu fico agoniada para chegar ao final logo e esse foi o caso de Todo Mundo Merece Morrer. Da primeira à última página me senti tão imersa na história que queria falar sobre o livro o tempo inteiro (e meu namorado foi o ouvinte da resenha em tempo real, inclusive).

O livro de estreia da escritora Clarissa Wolff chama a atenção logo pela capa, com rosa, verde e preto, desenhando linhas que se interligam, cruzando entre si. O título havia me chamado atenção desde a primeira vez que vi no Instagram da Verus Editora, coloquei na lista de desejos e esperei pela melhor oportunidade de comprá-lo.

Tinha uma fila de livros na minha TBR (To be read), mas achei que devesse passá-lo na frente. Precisava saber, afinal, porque todos mereciam morrer, como o título sugeria. Comecei a leitura e em três dias já havia terminado – isso porque me obriguei a dar pausas, se não teria sido em um dia só, sem o menor esforço.

O enredo é em torno de um assassinato que aconteceu no metrô da linha verde em São Paulo. Dentro do vagão 13 pessoas completamente diferentes, seguindo suas vidas, quando são surpreendidas com um tiro, um homem ferido e um herói que segura o assassino, impedindo sua fuga. Tudo se desenvolve a partir desse momento: quem eram as 13 pessoas no vagão? Por que atiraram? Quem era o assassino?

Cada capítulo do livro é sob o ponto de vista de um personagem presente no momento do tipo. Sendo assim, a cada capítulo o leitor tem uma visão diferente do mesmo acontecimento. Além disso, a abordagem e escrita mudam de acordo com os personagens. Por exemplo, tem o herói, que impediu o assassino de fugir, e na verdade estava apenas passeando com a namorada, a professora que estava submersa em seus problemas e quando deu por si já havia acontecido o disparo, o padre que observava e julgava todo mundo, entre outros. O que havia em comum entre as treze pessoas presentes era que todas guardava segredos, todos cometeram erros.

Quando você olha uma pessoa, vê aquilo que ela quer te mostrar e não quem ela verdadeiramente é. Você pode até julgá-la, mas nunca saberá sua verdadeira história. E essa é uma das reflexões que esse livro trouxe para mim. Inclusive, a justificativa do assassinato foi uma ótima conclusão e se encaixou perfeitamente para todos os presentes no vagão.

A leitura é fluída, quando o leitor menos percebe já está além da metade do livro. Por conta dos capítulos terem narrativas diferentes, de acordo com a personalidade de cada personagem, facilita a identificação e ambientação de cada um. Recomendo também ouvir a lista de discos que a autora colocou no início do livro, é uma ótima trilha sonora para a história.

Aguardo ansiosamente por mais livros da Clarissa Wolff, já se tornou uma das minhas autoras nacionais favoritas. Minha vontade é fazer com que todo mundo leia e absorva a história de Todo Mundo Merece Morrer.